CorsooEngenharia de Organização

16. Certificação e Corsoo Score

Parte IV — Pessoas


O mercado de projetos tem um problema de confiança nos dois sentidos: quem contrata não sabe se o profissional entrega; quem entrega não tem como provar que entregou. Currículo é autodeclaração. LinkedIn é marketing. Referência é telefone sem fio.

O Corsoo ataca as duas pontas: certificação para quem opera a metodologia, score para quem constrói histórico nela.


Certificação Corsoo

O programa oficial de certificação forma os profissionais que operam a metodologia com qualidade — em especial a profissão que ela introduz: o Roteirista.

Trilhas por domínio:

A base é comum — a linguagem, a hierarquia, o ciclo de vida, os testes de cada artefato. A trilha especializa: os tipos de ator que emergem em cada domínio, os storyboards de cada ofício, as categorias de caixa típicas.

O certificado tem identidade rastreável (certification_id: CORSOO-SW-0042) e aparece nos registros dos projetos em que o profissional atua. A certificação é o que diferencia o profissional certificado do generalista — o mercado saberá diferenciar e pagar diferente.

Certificam-se também Diretores e Produtores em trilhas próprias, mas a certificação do Roteirista é a fundação: é ele quem escreve o artefato do qual tudo deriva.


Corsoo Score — reputação verificável

O Corsoo Score é a métrica de reputação de um profissional ou empresa, derivada exclusivamente do histórico documentado de projetos Corsoo.

Não pode ser autodeclarado, comprado ou transferido. Está no número, com timestamp, verificável por qualquer pessoa. Um currículo que ninguém contesta — porque não é currículo, é registro.

O que compõe o score

Componente O que mede Peso v1
Taxa de prazo % de projetos entregues dentro do prazo aprovado (emendas contam) 25
Taxa de orçamento % de projetos dentro do orçamento aprovado 25
Taxa de qualidade % de fluxos aprovados na pós-produção sem retrabalho 25
Volume consistente Projetos concluídos e passos entregues, em escala de saturação 25

Score final: 0 a 100. Um número. Simples de ler, difícil de falsificar.

As regras do cálculo (v1)

Só conta o que está no número. Projetos sem Número Corsoo, ou não concluídos, não existem para o score. Trabalho em projeto arquivado antes da estreia não pontua prazo/orçamento — mas os passos entregues contam no volume.

Volume satura, não domina. O componente de volume cresce logaritmicamente: diferencia 3 projetos de 30, mas não deixa 300 projetos medíocres superarem 30 excelentes. Volume é multiplicador de credibilidade, não substituto de qualidade.

Janela móvel com decaimento. Projetos dos últimos 5 anos pesam integralmente; anteriores decaem gradualmente. Reputação é retrato vivo, não monumento — quem entregou bem em 2020 e nada desde então tem um score que diz isso.

Score exige lastro. Com menos de 3 projetos concluídos, exibe-se "histórico insuficiente" em vez de número. Score de estreante não existe — e isso protege o estreante, que compete mostrando certificação e passos entregues, não um número frágil.

Anti-jogo. Projetos triviais movem pouco (o volume pondera pela escala real — fluxos e passos entregues); autoprojetos em série sem estreia não completam ciclo; e o registro público permite auditoria de qualquer score por qualquer contratante.

Empresa é agregado. O score de uma organização deriva dos projetos entregues sob seus números, com os mesmos componentes. Não é média dos scores individuais — é o histórico da entidade.

Os pesos e parâmetros acima são os padrões v1, mantidos pela especificação oficial do score; o princípio que não muda: todo componente deriva de registro verificável, nunca de autodeclaração.

Por que importa

Um profissional com 47 projetos concluídos, 12 acima do prazo, 0 estouros de orçamento — esse é um histórico que ninguém contesta. Está no número. Tem timestamp.

Uma empresa com alto Corsoo Score abre rodada de investimento com credencial que nenhum PowerPoint substitui. O investidor consulta o histórico antes de assinar o cheque — como consulta o rating antes de comprar o título.

O mercado se autorregula:

  1. Boas entregas geram reputação.
  2. Reputação gera acesso a capital e a projetos maiores.
  3. Projetos maiores, bem entregues, geram mais reputação.

E o inverso também — que é o ponto. O profissional que estoura tudo hoje recomeça a cada cliente novo, porque a memória do mercado é curta e fragmentada. Com o score, a memória é longa e indexada. Entregar bem passa a ser o único marketing que funciona.

Verificação como produto

Empresas pagam para verificar equipes certificadas e consultar scores via API — o histórico profissional (trabalhou nos passos #1848.03.1–15) confirmável por plataformas como LinkedIn e GitHub. O modelo de negócio está no Capítulo 21; o fundamento está aqui: verificação só tem valor porque o registro é imutável e universal.


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