Apêndice D — Guia Rápido
Do zero à estreia em dez movimentos. Cada um aponta o capítulo que o aprofunda.
Os dez movimentos
1. Escreva a logline. Uma frase, ≤ 280 caracteres: para quem + problema + o produto + resolve como. Passe no teste do estranho. → Cap. 4
2. Escreva o argumento. Três seções, máximo duas páginas: a dor, a solução, o resultado em três horizontes. → Cap. 4
3. Escreva o roteiro. Cada fluxo é uma jornada narrada em linguagem natural, com atores marcados @[type:Name]. Legível sem as tags. Caminhos de erro incluídos. → Cap. 5
4. Decupe. Quebre cada fluxo em atividades concretas: cada passo com um dono, descrição sem ambiguidade, estimativa de quem executa (do tamanho que a atividade tiver), data de entrega, interdependências e recursos declarados, risco classificado. → Cap. 10
5. Aprove o greenlight e registre o número. Ficha completa (público, mercado, tom, distribuição), orçamento somado da decupagem + contingência, tolerância de emenda declarada. O projeto recebe seu #NÚMERO — timestamp ancorado, entrada no Diário. → Cap. 9 e 17
6. Feche a pré-produção. Storyboard cobrindo o inventário de telas, escaleta congelada com dependências, plano de execução (quem, quando, quanto). Libere os departamentos em paralelo. → Cap. 10
7. Produza pelo kanban de passos. A Executar → Em Produção → Concluído. Bloqueou? Registre data, motivo e endereço bloqueante — e produza outro fluxo. Registre o caixa por endereço. → Cap. 11 e 12
8. Valide cada fluxo três vezes. Sozinho + com dependências + sem quebrar o entregue. Assinatura e data. Reprovou? Volta com contador de retrabalho. → Cap. 13
9. Monte os cortes. Corte do diretor: produto integrado + jornada do herói executada e gravada. Corte final: Produtor confere prazo e caixa, aprova a entrega. → Cap. 13 e 14
10. Estreie. released. O histórico completo — passos, bloqueios, caixa, assinaturas — agora é reputação verificável. → Cap. 16
Escopo mudou no caminho? Emenda de Roteiro: o que muda, por quê, impacto, aprovação. Mudou a essência da logline? É outro projeto — novo número. → Cap. 9
Todos os testes em uma página
| Artefato | Os três testes |
|---|---|
| Logline | Estranho entende? · Pedido novo está nela? · Herói completa a missão? |
| Argumento | Executivo justifica a aprovação? · Cada dor tem resposta? · Resultado tem horizonte? |
| Roteiro | Legível sem as tags? · Tudo que existe está marcado? · Cada fluxo é jornada completa? |
| Decupagem | Cada passo executável de manhã? · A soma produz prazo e orçamento? · Dependências registradas? |
| Greenlight | Ficha decide arquitetura/UX/infra? · Orçamento se decompõe em passos? · Aprovação registrada com tolerância? |
| Fluxo de caixa | Todo lançamento tem endereço? · Acima do limite tem evidência? · Correções por estorno? |
| Entrega | Validação tripla assinada? · Corte do diretor virou passos? · Jornada do herói no produto integrado? |
O contrato de conformidade
Número registrado · logline · roteiro marcado · passos com horas · validação tripla · nenhum conceito excluído (sprint, story point, fibonacci, velocity, épico, retrospectiva, daily standup, backlog). → Cap. 3
Lembretes de bolso
- O que não está no roteiro não existe.
- O endereço é o status.
"Travei no #1848.03.7"encerra a ambiguidade. - Pronto é três vezes pronto. Dois de três não é pronto.
- Orçamento antes do roteiro é chute com carimbo.
- Bloqueio registrado é evidência; atraso descoberto é negligência.
- Capturar tem que ser mais barato que perder — foto do quadro é artefato.
- O herói é quem usa. O projeto abre e fecha nessa pergunta: quem usa, consegue?
Corsoo, Engenharia de Organização · corsoo.org
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